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A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma condição complexa que afeta a articulação temporomandibular (ATM) e os músculos da mastigação, com sintomas que incluem dor na região da mandíbula, estalidos articulares e dificuldade para abrir a boca.

Estudos epidemiológicos indicam uma maior prevalência de DTM em mulheres comparadas aos homens.

A prevalência da DTM é de aproximadamente 30% na população adulta, mas estudos mostram que mulheres são mais propensas a desenvolver esta condição.

A proporção de mulheres com DTM é de 2:1 em relação aos homens, ou seja, apresentam o dobro de chances de desenvolver a disfunção. Compreenda as principais razões discutidas para essa disparidade de gênero.

1. Diferenças Hormonais

Os hormônios sexuais, especialmente o estrógeno, desempenham um papel crucial no aumento da sensibilidade à dor, influenciando o limiar de dor de acordo com a fase do ciclo menstrual.

O estrógeno pode modular a dor tanto perifericamente quanto centralmente, regulando a sensibilidade dos neurônios trigeminais e influenciando as vias trigeminais da dor.

2. Fatores Psicossociais

Mulheres tendem a relatar maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão, condições que são conhecidas por exacerbar os sintomas de DTM.

A resposta ao estresse e a maneira como ele é gerido pode diferir entre os gêneros, com mulheres sendo mais propensas a experimentar dor crônica em resposta ao estresse psicológico .

4. Influências Socioculturais

Fatores socioculturais também desempenham um papel importante. Mulheres são mais propensas a buscar ajuda médica para dor e disfunção, o que pode levar a uma maior taxa de diagnóstico de DTM.

Além disso, os papéis de gênero e expectativas sociais podem influenciar a percepção e relato da dor. Muitas vezes, as mulheres, além de trabalhar fora de casa, são as principais responsáveis pelas tarefas do lar e de cuidar dos filhos, e essa sobrecarga pode influenciar na experiência de dor.

Conclusão

As evidências científicas indicam claramente que mulheres têm uma maior predisposição ao desenvolvimento de DTM devido a uma combinação de fatores hormonais, psicológicos e socioculturais.

dra.danielariquetti

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