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Entre os diversos tipos de zumbido, o zumbido de causa muscular, ou zumbido somático/somatossensorial, tem atraído considerável atenção na pesquisa médica.

Este tipo de zumbido é caracterizado pela interação entre o sistema auditivo e o sistema somatossensorial, especialmente na região da cabeça, pescoço e mandíbula.

Prevalência e Associação com Disfunção Temporomandibular (DTM)

O zumbido somático é comum, sendo descrito em 36% a 43% da população com zumbido subjetivo. A disfunção temporomandibular (DTM) frequentemente coexiste com o zumbido, conforme demonstrado por diversos estudos.

Por exemplo, um estudo encontrou uma prevalência de zumbido de 30,4% em pacientes com DTM, e outro estudo verificou que 64% dos pacientes com zumbido sofriam de DTM.

Além disso, outra pesquisa demonstrou que o zumbido é oito vezes mais prevalente em pacientes com DTM, comparados a pacientes sem a condição.

Mecanismos Neuroanatômicos

Estudos indicam conexões neuroanatômicas entre a região cervical, a região temporomandibular e o núcleo coclear dorsal da via auditiva.

As informações somatossensoriais dessas regiões são transmitidas ao cérebro por fibras aferentes que se projetam para o sistema auditivo central, influenciando a atividade neuronal no núcleo coclear, colículo inferior e córtex auditivo.

Essa interação permite que o sistema somatossensorial altere a intensidade e o caráter do zumbido através de contrações musculares forçadas ou aumento da tensão muscular no músculo tensor do tímpano.

A desinibição do núcleo coclear dorsal pela via somatossensorial pode resultar em uma atividade neuronal excitatória responsável pelo zumbido somatossensorial.

Identificação do Zumbido Somático

Suspeita-se de zumbido somático quando há uma história de trauma na cabeça ou pescoço, manipulação dos dentes, mandíbula ou coluna cervical, episódios de dor na cabeça, pescoço ou cintura escapular, ou um aumento do zumbido durante posturas inadequadas ou bruxismo, quando sintomas de dor ou disfunção e zumbido aparecem ou se agravam simultaneamente.

A presença de modulação do zumbido durante contrações vigorosas da musculatura do pescoço e mandíbula também é um indicador a ser analisado.

Tratamento do Zumbido Somático

O tratamento do zumbido somático frequentemente envolve uma abordagem multidisciplinar, focando tanto na causa subjacente quanto nos sintomas. Algumas opções de tratamento incluem:

  1. Tratamento Fisioterapêutico: Técnicas de fisioterapia que abordam a disfunção muscular e articular na região cervical e temporomandibular podem aliviar os sintomas de zumbido. Isso inclui terapia manual, exercícios e mobilização das articulações.
  2. Tratamento Odontológico: O uso de dispositivos orais, como placas de mordida, pode ajudar a reduzir o bruxismo e aliviar a pressão sobre a articulação temporomandibular, diminuindo assim o zumbido associado. Além disso, outras abordagens também podem ser utilizadas de acordo com as necessidades de cada paciente.
  3. Terapias Psicológicas e/ou Psiquiátricas: Técnicas para lidar com estresse ou ansiedade podem ser eficazes no manejo do bruxismo, das disfunções da ATM e na redução da percepção e do incômodo relacionado ao zumbido.
  4. Terapia Sonora: O uso de geradores de som pode ajudar na habituação ao zumbido, reduzindo a percepção e o incômodo relacionado a ele.

O zumbido de causa muscular, ou zumbido somatossensorial, é uma condição que requer uma abordagem de tratamento integrada.

A identificação adequada das causas subjacentes, como a disfunção temporomandibular, e a implementação de estratégias de tratamento personalizadas podem proporcionar alívio significativo para as pessoas que estão enfrentando esse sintoma.

dra.danielariquetti

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